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Cândido Ferreira: Convivendo bem com as diferenças
O Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, entidade filantrópica fundada em 1924, é referência pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no tratamento em saúde mental no Brasil.
Na instituição, o projeto de Reforma Psiquiátrica teve início e 1990 a partir de um acordo de co-gestão com a Prefeitura Municipal de Campinas, para a condução das atividades do serviço.
O projeto assistencial do serviço prevê a desospitalização, tratamento centrados nas necessidades singulares de cada usuário e, acima de tudo, busca exercitar, facilitar e viabilizar a convivência entre os diferentes garantindo a reinserção social na vida familiar e comunitária. Orienta-se pelo compromisso incondicional com os princípios do Sistema Único de Saúde(SUS), da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Reforma Psiquiátrica.
Atualmente, o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira atende um público de mais de mil usuários por mês e conta com o Núcleo de Atenção à Crise, o Núcleo de Atenção à Dependência Química, quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS Estação, CAPS Antonio da Costa Santos e CAPS Esperança , e o recém-implatado CAPS ad), o Núcleo Clínico, o núcleo de oficinas e Trabalho (com 12 oficinas artesanais), o Convivência e Arte e dois centros culturais com alfabetização de adultos, o Centro Cultural Cândido Fumec(Fundo Municipal de Educação Comunitária ) e a Casa Escola Rosa dos Ventos. Os usuários também realizam atividades relacionadas em oficinas de jornal impresso e oficina de rádio.
A partir das ações assistenciais acima relacionadas, apresenta-se o Projeto de Ensino e Pesquisa da instituição intitulado “Cândido Escola”, construído a partir da compreensão de que o espaço de trabalho traz em si uma oportunidade de aprendizagem.
O Cândido Escola hoje, além do Programa de Residência Médica em Psiquiatria, desenvolve uma série de atividades que buscam promover a formação e capacitação no Campo da Saúde mental.
Emerson Elias Merhy é professor universitário. Exerce atualmente a assessoria de planejamento junto ao Colegiado de Gestão do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, de Sousas, Campinas/SP.
Heloísa Novaes de Miranda Amaral é psicóloga. Exerce atualmente a coordenação do “Cândido Escola” do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, de Sousas, Campinas/SP.
"Essa marca fundante da implicação com o outro, com o disparo da vida em ato, diante de um encontro entre vidas, de tomar o outro como sujeito e não objeto de um cuidado clínico, que a tudo sabe e responde, é a base de unificação da multiplicidade que nesse livro é mostrada através dos seus vários textos. O leitor poderá verificar as inúmeras referências adotadas pelos autores dos textos e checar como há distinção de olhares e saberes, como alguns partilham certos teóricos e outros se influenciam por visões e produções bem distintas”.
Emerson Elias Merhy
Sumário
Apresentação Nobusou Oki
Introdução Emerson Elias Merhy
Parte I – textos Transversos
Ia pensando questões do campo da luta antimanicomial
Reflexões sobre a reforma psiquiátrica a partir da vivência Candido Ferreira Rômulo Ferreira da Silva
Cuidado com o cuidado em saúde: saber explorar seus paradoxos para um agir manicomial Emerson Elias Merhy
Entre a ficção e a realidade: financiamento versus capacidade de atendimento dos CAPS André Luiz de Castilho Fonseca
Os CAPS e seus trabalhadores: no olho do furação antimanicomial. Alegria e alivio como dispositivos analisadores Emerson Elias Merhy
Um jornalista na loucura, despertando loucos por jornalismo Ivete Cardoso do Carmo Roldão & Régis Moreira. O risco como pontencialidade no trabalho com saúde mental Jorge Márcio Pereira de Andrade
Considerações acerca do gasto no tratamento da dependência química. Andréa Donatti Gallassi
Ib- Candido Ferreira como escola Que psicopatologia para o campo da saúde mental? Ricardo Azevedo Pacheco
A construção de um estagio extracurricular no Serviço de Saúde. Dr. Candido Ferreira Alexandra Maria Campelo Ximendes Carolina Schumacher Cláudia Maria Perrone Gustavo Zambenedett Michele da Rocha Cervo Sabrina Ruas Machado
Buscando a ressignificação da escola num espaço caracterizado como um projeto especial – a alfabetização de adultos usuários do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira Marinalva Imaculada Cuzin Maria Ângela E. C. Nolandi
Parte II – Manejando as clinicas e as redes sociais
IIa- Geração de renda
Economia solidária e oficinas de trabalho na Saúde Mental Luciana Cristina de Alcântara
Oficina de vitral. Ser, conviver, fazer Maria Eugênia C. Carnevalli
IIb Dependência Química Uma breve reflexão sobre o tratamento da drogadição Clayton Ezequiel dos Santos
Amadurecendo a temática da dependência química na esfera da reabilitação psicossocial Ana Paula Barchi Zaco
IIc Para além dos muros
Uma reflexão sobre a reabilitação e a clínica ou: O que nos ensina o dispositivo do “Convivência e Arte?” Flávia Machado Seidinger
Psicanálise e Saúde Mental Patrícia Ferranti Bichara
O acompanhamento de Residências Terapêuticas pela equipe de um Hospital-Dia Patrícia Ferranti Bichara Telma Cristina Palmieri
Da agonia impensável à possibilidade do encontro espontâneo consigo e com o mundo: a clínica winnicottiana no campo da saúde mental. Lílian Miranda Marília Marchese Cesarino
De palavras e de cores. Introdução a um entendimento de onde a arte e a psicanálise se tocam. Sueli Francisco Moreira de Souza
O sujeito na sua família Sueli Francisco Moreira de Souza Emlice Pereira Prado Bagnola
CAPS III Cristina Paschoal Flora Karina C. de Paula Gal Soares de Sordi Katiuscia M.R. Gonçalves Lílian Miranda Marília Cesarino Patrícia Ferranti Bichara Viviane Viana Ruth Cerejo Sandrina K. Indiani
Ser ou não ser NAC ( Núcleo de Atenção à Crise), sendo NAC “Núcleo de Atenção a um Cuidado antimanicomial bem protegido” Somos,então, um CAPS IV? Eis a questão . Cássia Ramos Célia Sanae Sacamoto Guimarães Jerson Aparecido Sousa Nogueira Márcia Minatogawa Paloma França Ippolito
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